06 Aug
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Rajapalayam
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O que fazÁreasFormaçãoHabilidadesCarreiraSalárioMercadoMitos & VerdadesDepoimentosFAQFontes O que faz um(a) Oficial da Marinha Mercante Principais responsabilidades Planejar e executar rotas de navegação, incluindo cálculos de posição, correção de desvios e manobras em portos
Garantir a segurança da embarcação, da tripulação e da carga durante toda a viagem
Supervisionar operações de carga e descarga, verificando estabilidade e integridade estrutural do navio
Manter e operar sistemas de propulsão, equipamentos náuticos e sistemas de segurança (oficiais de máquinas)
Cumprir e fazer cumprir a legislação marítima nacional (NORMAM/DPC) e as convenções internacionais (SOLAS, MARPOL, STCW)
Elaborar relatórios de viagem, registros de bordo e documentação exigida pela Autoridade Marítima Entregáveis típicos Diário de Navegação (livro de bordo) devidamente registradoPlano de viagem e roteiro de navegaçãoRelatórios de vistoria de carga e de estabilidadeCertificados de segurança e relatórios de exercícios de emergência (abandono de navio, combate a incêndio) Áreas de atuação e setores Navegação e comando de navios mercantes (longo curso e cabotagem)Operação de navios de carga geral, porta-contêineres e graneleirosTransporte de passageiros (cruzeiros e ferries)Petroleiros e navios-tanqueSuporte marítimo offshore (plataformas de petróleo e gás)Navegação fluvial e de interiorFunções administrativas em companhias de navegaçãoInspeção e vistoria de segurança navalDocência em instituições de ensino marítimo credenciadas pela DPC Onde se trabalha Transporte marítimo e cabotagemLogística portuáriaIndústria de petróleo e gás (offshore)Navegação fluvialTurismo náutico e cruzeiros Formação e requisitos Graduação Bacharelado em Ciências Náuticas Duração 4 anos Modalidade Presencial com regime de internato. O curso compreende 3 anos de período acadêmico e 1 a 2 anos de estágio embarcado obrigatório. Ofertado exclusivamente pela Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), por meio do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), no Rio de Janeiro, e do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), em Belém.
Acesso via processo seletivo próprio conduzido pela DPC; exige ser brasileiro nato, estar quite com obrigações militares e eleitorais, ter concluído o ensino médio e ser aprovado em aptidão física, avaliação psicológica e inspeção de saúde. Exigência legal O exercício da profissão exige habilitação expedida pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil, que é a Autoridade Marítima responsável. A formação é regulada pela Lei nº 7.573/1986, alterada pela Lei nº 13.194/2015, e pelo Decreto nº 5.765/2006.
O profissional é registrado como aquaviário e deve manter seus certificados de competência atualizados junto à DPC para operar legalmente a bordo de embarcações mercantes. Certificações relevantes Certificado de Competência STCW — Oficial de Náutica ou Máquinas
Diretoria de Portos e Costas (DPC/Marinha do Brasil)Alta
GMDSS — Global Maritime Distress and Safety System
DPC / Centros de instrução credenciadosAlta
Curso Avançado de Combate a Incêndio (CACI)
Centros de instrução credenciados pela DPCAlta
Certificação em Operações com Tankers (Líquidos Perigosos)
DPC / Centros credenciadosMédia Habilidades essenciais Técnicas Navegação astronômica e eletrônica — GPS, radar, ECDIS
Meteorologia e oceanografia aplicadas à navegação
Direito marítimo e convenções internacionais SOLAS/MARPOL/STCW
Operação de sistemas de propulsão e máquinas auxiliares — oficiais de máquinas
Estabilidade e teoria do navio
Inglês técnico-marítimo — comunicação SMCP (Standard Marine Communication Phrases) Comportamentais Liderança de equipes em ambiente de confinamento e pressão
Tomada de decisão rápida em situações de emergência
Comunicação assertiva com tripulação multicultural
Disciplina e capacidade de trabalhar em escalas de embarque/desembarque
Responsabilidade e ética profissional Ferramentas ECDIS
AIS
GMDSS
Radar ARPA
Sistemas de monitoramento de máquinas e sala de controle
Software de planejamento de viagem e gestão de carga Trajetória de carreira 1 3ºOfc 3º Oficial / Oficial de Quarto 0–3 anos Primeiro despacho após habilitação DPC; aprende rotinas de quarto de navegação e operação embarcada 2 2ºOfc 2º Oficial 3–6 anos Responsabilidade por cartas náuticas, equipamentos de navegação e segurança; maior autonomia de quarto 3 1ºOfc 1º Oficial / Imediato 6–10 anos Braço-direito do Comandante; gestão de carga,
tripulação e manutenção; CBO 2151-25 4 Cmdt Comandante / Capitão 10+ anos Máxima autoridade a bordo; responsabilidade total pela segurança, carga e cumprimento da legislação JúniorPlenoSêniorComandante / Chefe Náutica (Convés) 3º Oficial → 2º Oficial → 1º Oficial (Imediato) → Comandante
Especialização em tipos de navio: porta-contêineres, tankers, cruzeiros, offshore
Certificações STCW avançadas: GMDSS, gerenciamento de emergências, operações em tankers Máquinas 3º Oficial de Máquinas → 2º Oficial de Máquinas → 1º Oficial de Máquinas → Chefe de Máquinas
Especialização em sistemas de propulsão, motores diesel e plantas de energia
Certificações em sistemas de controle de poluição e gestão energética do navio Terra (Shoreside) Inspetor de segurança naval junto à DPC ou classificadoras (Bureau Veritas, Lloyd's Register)
Gerente ou superintendente de operações em companhias de navegação
Docência em centros de instrução marítima credenciados pela DPC Quanto ganha um(a) Oficial da Marinha Mercante Nível Salário médio (mês) Experiência Júnior R$ 5.614 Estimado pelo percentil 25 (CAGED) Pleno R$ 7.617 Estimado pela mediana (CAGED) Sênior R$ 12.268 Estimado pelo percentil 90 (CAGED) Média geral: R$ 8.219/mês Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego (microdados)
Coleta: 2026-04
Médias salariais de admissão (salário de contratação), 2025-06 a 2026-04.
Valores ponderados por nº de registros; faixas estimadas por percentis.
Oficiais da marinha mercante (conves/maquinas); validado pos-reprocesso Evolução salarial por estado (últimos 11 meses) R$ 4k R$ 8k R$ 12k R$ 16k jun/25 nov/25 abr/26 SPRJMGRSPR Mercado e tendências Crescimento anual Estável com leve crescimento, impulsionado pela expansão da cabotagem e do pré-sal Vagas ativas Demanda contínua; escassez global de oficiais certificados STCW favorece os profissionais brasileiros Tendência salarial 3.6%(2025-06→2026-04)
O Brasil possui uma das maiores malhas de cabotagem da América Latina, com crescimento impulsionado pelo programa BR do Mar (Lei 14.301/2022) e incentivos à navegação costeira A exploração de petróleo no pré-sal mantém demanda constante por oficiais habilitados para operações offshore A renovação da frota mercante nacional e as concessões portuárias ampliam oportunidades de trabalho em terra (superintendência, inspeção e operações)
A escassez global de oficiais qualificados conforme STCW favorece profissionais brasileiros em companhias internacionais Tendências para os próximos anos Expansão da cabotagem brasileira deve ampliar a frota mercante nacional e gerar novas vagas de oficiais nos próximos anos Digitalização da navegação (ECDIS obrigatório, AIS integrado, sistemas de gerenciamento de frota) exige atualização tecnológica contínua Navios movidos a GNL e combustíveis alternativos criam demanda por oficiais com formação em propulsão limpa Autonomia crescente das embarcações (navios autônomos) deve reconfigurar o papel do oficial, com mais supervisão remota e gestão de dados Escassez global de oficiais certificados STCW favorece o posicionamento internacional de profissionais brasileiros em companhias estrangeiras Mitos e verdades Mito Oficial da Marinha Mercante é o mesmo que militar da Marinha de Guerra São carreiras distintas. A Marinha Mercante é civil, regulada pela DPC para fins comerciais. A Marinha de Guerra (Forças Armadas) tem carreira própria, ingresso por concurso militar e vínculo estatutário com o Estado.
Mito O curso da EFOMM é pago como qualquer graduação particular O curso é gratuito e mantido pelo Governo Federal via Marinha do Brasil, mas tem caráter seletivo e regime de internato; o aluno recebe bolsa de estudos durante a formação. Verdade É obrigatório ser brasileiro nato para ingressar na EFOMM Sim. A Lei nº 7.573/1986 e as normas da DPC exigem a condição de brasileiro nato como requisito de admissão.
Mito Após formado, o oficial fica restrito a trabalhar no Brasil Os certificados de competência emitidos pela DPC seguem as convenções STCW (IMO), o que permite ao profissional ser contratado por armadores estrangeiros e atuar em rotas internacionais.
Como começar 1Verificar os pré-requisitos da EFOMM: ser brasileiro nato, ter concluído o ensino médio e estar quite com obrigações militares e eleitorais
2Inscrever-se no processo seletivo da EFOMM (conduzido pela DPC/Marinha do Brasil) e preparar-se para as provas de aptidão física, avaliação psicológica e inspeção de saúde
3Escolher a habilitação de ingresso: Náutica (navegação e comando) ou Máquinas (engenharia e propulsão)
4Concluir os 3 anos de período acadêmico em regime de internato no CIAGA (Rio de Janeiro) ou CIABA (Belém)
5Cumprir o estágio embarcado obrigatório (1 a 2 anos) em embarcações conveniadas com a EFOMM
6Obter a habilitação de Oficial junto à DPC e manter os certificados STCW atualizados para progressão de carreira Quem já trabalha na área “Entrei na EFOMM pelo CIAGA direto do ensino médio. O regime de internato é puxado, mas a formação é sólida. Hoje faço rotas de cabotagem pelo litoral brasileiro e, com menos de 2 anos de despacho, já tenho uma remuneração acima da média para a minha faixa etária.” Lucas Figueiredo3º Oficial de Náutica Santos-SP “Fiz o curso no CIABA e escolhi a habilitação de Máquinas porque queria entender como o navio funciona por dentro.
Hoje atuo em navio de apoio offshore no Campo de Búzios. O adicional de embarque faz diferença na remuneração e a experiência técnica que você acumula é única.” Fernanda Tavares1ª Oficial de Máquinas
Belém-PA “São 18 anos de carreira, passando por todos os postos de oficial até o comando.
O que mais me orgulha é a responsabilidade: você é a maior autoridade a bordo. Para quem gosta do mar e quer uma carreira técnica e de liderança, a Marinha Mercante oferece uma progressão clara e reconhecimento internacional.” Roberto AlencarComandante
Rio de Janeiro-R frequentes O que faz um Oficial da Marinha Mercante no dia a dia? Planeja e executa rotas de navegação, mantém o quarto de bordo, supervisiona a segurança da tripulação e da carga, opera equipamentos náuticos (radar, ECDIS, AIS) e cumpre as normas da DPC e as convenções internacionais SOLAS, MARPOL e STCW. Oficiais de Máquinas são responsáveis pela operação e manutenção dos sistemas de propulsão e energia do navio.
Quanto ganha um Oficial da Marinha Mercante (início/média/sênior)? Conforme dados do Novo CAGED/MTE (referência 2026-04): Júnior (3º Oficial) em torno de R$ 5.600; Pleno (2º Oficial / 1º Oficial) em torno de R$ 7.600; Sênior (Imediato / Comandante) pode superar R$ 12.000. Operações offshore e rotas de longo curso internacional tendem a oferecer adicionais de embarque que elevam consideravelmente a remuneração total.
Precisa de conselho de classe (tipo CREA ou CFA) para exercer a profissão? Não. A Marinha Mercante não possui um conselho de classe autorregulatório. A habilitação para exercer a profissão é expedida diretamente pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil, que é a Autoridade Marítima competente.
O profissional é registrado como aquaviário e deve manter seus certificados STCW válidos junto à DPC. Onde é feita a formação e como é o processo seletivo? A formação é feita exclusivamente pela Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), com dois centros: CIAGA (Rio de Janeiro) e CIABA (Belém).
O processo seletivo é conduzido pela DPC e exige: ser brasileiro nato, ter concluído o ensino médio, estar quite com obrigações militares e eleitorais, e ser aprovado em aptidão física, avaliação psicológica e inspeção de saúde. O curso é gratuito e em regime de internato. É possível trabalhar no exterior como Oficial da Marinha Mercante?
Sim. Os certificados de competência emitidos pela DPC são baseados na Convenção STCW da Organização Marítima Internacional (IMO), o que confere reconhecimento internacional. Armadores europeus, asiáticos e norte-americanos contratam oficiais brasileiros regularmente, com remuneração frequentemente superior à praticada na cabotagem nacional.
Fontes
Lei nº 7.573/1986 — Ensino Profissional Marítimo
Lei nº 13.194/2015 — Altera a Lei nº 7.573/1986
Decreto nº 5.765/2006 — Regulamenta a Lei nº 7.573/1986
EFOMM — Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (CIAGA)
DPC — Diretoria de Portos e Costas: Profissionais, Formação e Carreira
CBO 2151-25 — Imediato da Marinha Mercante (Ocupações.com.br)
Novo CAGED / MTE (microdados) — referência salarial Última revisão: 2026-06-02 Carreiras relacionadas Piloto ComercialEngenheiro MecânicoAnalista de Logística Ainda na dúvida se essa é a sua profissão? Faça o teste vocacional gratuito →
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